quarta-feira, 20 de novembro de 2013

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Desenho de Sociedade




Auto interesse e bem comum

Pensamento e ação no mundo.  
Como as emoções funcionam nas escolhas
Auto afirmação e integração
Cine inspiração
O mundo ecocida

As pessoas em primeiro lugar


O trabalho

A Piramide da desigualdade social

Profissões
Poluição

Zonas Sociais de Resistência


We work for free
http://www.youtube.com/watch?v=0SuGRgdJA_c&feature=youtu.be
Aprendendo a ouvir a si mesmo
http://www.youtube.com/watch?v=0SuGRgdJA_c&feature=youtu.be
Tecnologia social Oasis
https://www.youtube.com/watch?v=12JmY2ExDqA#t=37
Guerreiros sem Armas
https://www.youtube.com/watch?v=DJV1nVy42GE
Msg para guerreiros sem armas - Lia Diskin
https://www.youtube.com/watch?v=UzujGrYG2ug
Fale sem medo - Seminário Pela não violencia doméstica
https://www.youtube.com/watch?v=1Jxll6FlrPU

A natureza humana é potencialmente ética

 "Há teorias do conhecimento, tratados do conhecimento, mas pelo que sei, não existem grandes livros que possuem o título Do reconhecimento. Faz parte desse trabalho uma tentativa mais ampla de trazer a palavra e ao conceito de “reconhecimento” uma dignidade filosófica que ele não tem, comparado à palavra “conhecimento”." Paul Ricoeur

A busca do auto-conhecimento é uma umas filosofias espirituais que nos convidam e nos encorajam a trilhar caminhos e processos que nos levem a aventurar-nos a busca do auto- conhecimento próxima da noção e significado da idéia de reconhecimento, como também facilite para que o nosso olhar se dirija com mais facilidade na direção do encontro com o outro o reconhecimento do outro e com a ideia de alteridade que poderia assim nos levar ao sentido da empatia e ajudar a promover o sentido do reconhecimento mútuo.

A miseria do Presente e a Riqueza do Possível

Habitação
Segurança
As dez empresas que mais ganham com a guerra
Saúde
 "As farmacêuticas bloqueiam medicamentos que curam, porque não são rentáveis"
Crítica Radical aos excessos da Medicina
Educação
Educação Colaborativa

Lixo
 Cientistas transformam lixo em energia renovável

Políticas públicas

História
Produção Imaterial na Periferia
Trabalho Imaterial, Compartilhamento de informação e Produção Colaborativa na Sociedade em Rede

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Design Social - Inovação & Inclusão

Design Social - Inovação & Inclusão
A proposta disruptiva para  uma outra economia está alinhada com alguns princípios e propósitos.
A necessidade das pessoas estão em seu centro.
O propósito é inovar para inverter a ordem dos fatores que geram processos formadores da riqueza. Manter a vitalidade economica mas dar sentido ao que se produz e ao que se consome. Colocar a economia a serviço das pessoas e não as pessoas a serviço da economia.  As necessidades das pessoas em seu centro.
http://www.inovacaoparainclusao.com/uploads/4/2/2/8/4228830/relatrio_do_instituto_palmas_12.2.pdf
http://www.inovacaoparainclusao.com/banco-da-periferia.html
http://porvir.org/porfazer/mit-leva-design-social-comunidades-de-sao-paulo/20120703
http://continuuminnovation.com/

Novo sujeito político

       Além de Nova York - Marina Silva / Folha de São Paulo
"As conexões e movimentos no mundo globalizado são visíveis, mas não evidentes. É preciso ver abaixo da superfície o que não é mostrado nas pesquisas de opinião ou nas oscilações do mercado financeiro. Os fenômenos que surpreendem na política são anunciados com antecedência nas entrelinhas das notícias.

A vitória do candidato democrata à Prefeitura de Nova York surpreende em vários aspectos: o perfil de ultraliberal com passado esquerdista, as propostas de justiça social caracterizadas como "populistas" ao melhor estilo latino-americano, o domínio dos republicanos nos últimos 20 anos, tudo isso, há pouco tempo, seria obstáculo para uma vitória tão folgada, com 70% dos votos.

O que querem dizer os nova-iorquinos? As maiorias ocultas, de etnias e línguas variadas, resolveram exercer na política um poder que só mostravam --e com dificuldade-- na cultura?

Quando o movimento Occupy Wall Street mostrou-se resistente a ponto de espalhar-se como estratégia pelo mundo inteiro, o iceberg de uma grande mudança revelou sua pontinha. Os jovens ativistas autorais são as novas antenas da raça humana. Muitas vezes sua importância passa despercebida, como também ficam invisíveis os 21% da população que vivem abaixo da linha de pobreza na capital financeira do mundo. Tanta contradição e potencialidade não fica contida para sempre.

Vimos o povo nas ruas no Egito, na Espanha, no Chile. Muitos diziam: isso não acontece no Brasil, aqui esses movimentos ficam restritos a desabafos na internet. Mas aconteceu, transbordou do virtual para o presencial em manifestações cujos efeitos estão longe de se esgotar. E, agora, quem pode dizer que tais movimentos não influenciarão a política, os Parlamentos e os governos?
Não se trata de anunciar a chegada ao poder e a hegemonia de uma nova geração. Trata-se, como tenho arriscado a dizer, de reconhecer o surgimento de um novo sujeito político e de mudanças no ambiente social e cultural em que a política acontece. O imprevisível ronda o palco dos acontecimentos.

Um desejo forte começa a expressar-se claramente. Milhões de pessoas escolhem qualidade de vida, e não consumo irrefletido; serviços públicos de qualidade, e não grandes obras inúteis; conservação do ambiente e valorização da vida, e não especulação e devastação. Os povos querem desenvolvimento econômico e social, que é muito além do "crescimento".

Ninguém mais alimenta ilusões em partidos salvadores da pátria, democratas ou republicanos, mas até neles podem ocorrer realinhamentos, novos espaços de ação e novos significados para a política. Portanto, boa sorte aos nova-iorquinos. A esperança está em toda parte."

Mapeando o bem comum

Mapeando o bem comum
http://periferiaemmovimento.wordpress.com/
Distopia
http://vimeo.com/39915322
Michel Hardt - Fundacion de los Comunes
http://fundaciondeloscomunes.net/es/content/com-n-y-poder-constituyente
Por uma democracia dos comuns
https://www.diagonalperiodico.net/blogs/fundaciondeloscomunes/por-democracia-del-comun-entrevista-michael-hardt.html
Los Comunes Urbanos
http://traficantes.net/nociones-comunes/los-comunes-urbanos
Ego e Eco - nomia
http://www.pinterest.com/pin/165718461260577499/
O mundo visto pelo lado de cá - Milton Santos
http://www.youtube.com/watch?v=-UUB5DW_mnM&feature=youtu.be
Site
https://pimentalab.milharal.org
Sonhar acordado
http://indexadora.wordpress.com/2013/10/17/neil-gaiman-por-que-nosso-futuro-depende-de-bibliotecas-de-leitura-e-de-sonhar-acordado/
Cooperativas do MST faturam 100 milhões por ano
http://www.cooperativismo.org.br/cooperativismo/noticias/noticia.asp?id=22845&idc=%5Bidc%5D&fb_action_ids=553192398097091&fb_action_types=og.likes&fb_source=aggregation&fb_aggregation

Prossumidor

Prossumidor
10 empresas produzem tudo que vc consome
http://www.policymic.com/articles/71255/10-corporations-control-almost-everything-you-buy-this-chart-shows-ho
Radiação em salmão encontrada em São Francisco
http://www.institutocarbonobrasil.org.br/noticias3/noticia=734927
Marketing das Cores
http://viverdeblog.com/psicologia-das-cores/?utm_source=facebook&utm_medium=darkposts&utm_content=10-outubro&utm_campaign=psicologia-das-cores
Refrigerador magnetico reduz 90% do consumo
http://www.veoverde.com/2013/11/refrigerador-magnetico-que-ahorra-90-de-energia/
Veguie Machine
http://ecoproductos.cl/?page_id=265


GABRIELA BAZZO
DE SÃO PAULO
"A arte e o design estão preparados para transformar a economia do século 21 tanto quanto a ciência e a tecnologia o fizeram no século passado". A visão é de John Maeda, 46, presidente da Escola de Design de Rhode Island (EUA) e considerado pela revista "Esquire" como uma das 75 pessoas mais influentes deste século.

Segundo ele, "artistas e designers serão os líderes da inovação".

Para Maeda, que já foi professor do MIT (Instituto de Tecnologia de Massachusetts), o mundo pede hoje líderes criativos, que não temam o "fracasso produtivo", que tenham visão e que assumam riscos. Eles devem ter a capacidade de achatar os modelos organizacionais, manejando as empresas de forma menos vertical.

Leia trechos da entrevista do especialista à Folha.

Folha - Quais são as características ideais de um líder?

John Maeda - Na economia global contemporânea, as únicas constantes que os líderes encaram são a volatilidade e a complexidade. A perspectiva natural de artistas e designers -que se desenvolvem na ambiguidade - se tornou vital para os líderes. O novo tipo de liderança hoje em dia é a criativa.

Eu acredito que a liderança criativa é o que precisamos buscar atualmente. As características mais importantes desse tipo de modelo são: liderar pela inspiração, não pelo medo, pela criação de redes de contato, e não pela hierarquia, e pela experimentação e pela iteração, em vez da finalização.

Qual a importância de combinar técnica e sensibilidade? Como isso impacta grandes empresas?

Artistas e designers, em parceria com aqueles que desenvolvem soluções técnicas e científicas, são os únicos que podem responder questões profundas, humanizar o problema e criar respostas compatíveis com nossos valores. E é isso que irá nos mover para a frente. Mais do que nunca, nós precisamos de uma conexão com o consumidor como ser humano. Isso começa quando fundimos esse processo com a arte, o design e o pensamento crítico. O sucesso de empresas como o AirBnb (site para aluguel de hospedagens) evidencia como uma experiência bem desenhada é o que faz o sucesso de uma companhia nos dias de hoje.

Quais são os exemplos de benefícios gerados pela integração da ciência e das artes no mercado?

Os artistas e os cientistas tendem a encarar os problemas com mente aberta e inquietude. E ambos não temem o desconhecido, preferindo dar saltos, em vez de passos consecutivos. Eles se tornam parceiros naturais. Com esse pensamento complementar, há um grande potencial quando eles colaboram de forma contrabalançada, gerando resultados inesperados, que podem ser muito mais valiosos do que quando esses profissionais trabalham separados.

Alguns dos novos e mais poderosos produtos no mercado americano vêm da combinação entre design e tecnologia. A arte e o design são responsáveis por realmente promover inovação e, portanto, negócios de sucesso no século 21.
Vivenciar a economia na perspectica do Humano para acabar com a fome e os piores aspectos da pobreza,  capacitar os indivíduos a ter avanços em exercer o seu poder pessoal e político". - See more at: http://www.pachamama.org/blog/planetary-problems-moving-from-hopelessness-to-empowerment-part-ii#sthash.xPB0RENP.dpuf
"GT5 – Net ativismo e práticas de consumo
Coordenação – Eneus Trindade (ECA/USP)
Vice-coordenação – Dora Kaufman (ATOPOS-ECA/USP)

O tema deste GT busca abranger as práticas net ativistas relacionadas a marcas ou empresas, que sofrem influência direta do consumidor em seu posicionamento, atendimento, processos e produto final. Assim, a procura entender a nova dinâmica de mercado que emergiu com a cultura de redes, a qual proporcionou o nascimento de um novo perfil de consumidor, o consumidor digital ou “prosumidor”: sujeito ativo, capaz não só de consumir, mas de produzir e difundir sua opinião em escala global. Nesta nova ordem, a ideia de que a indústria detém o poder é invertida, pois o consumidor (prosumidor) gera demandas, e por meio de práticas net ativistas, exerce pressão e faz exigências diretamente aos responsáveis. Essas exigências podem ter em seu fundamento os mais diversos temas, como qualidade dos produtos, direito dos animais, preservação do meio ambiente, responsabilidade social. Trata-se da expressão de um novo tipo de mercado na qual a indústria não da mais as cartas, pois a troca de opiniões e experiências dos prosumidores tem alcance ilimitado e gera repercussão em grande escala, influenciando outros consumidores e consequentemente a forma de agir e postura das grandes empresas. Esta forma de consumo ativista está intimamente relacionada ao exercício da cultura participativa, característica essencial da sociedade pós-moderna e ligada ao novo paradigma ecológico que emergiu com as redes digitais. As novas formas de participação online evidenciam a chegada de um futuro diferente, no qual o consumidor ganha o poder de modificar o produto, o sistema e até mesmo a sociedade. Assim, o GT de “netativismo e práticas de consumo” visa colocar em discussão o novo papel que os consumidores assumem no contexto de redes, relacionando práticas netativistas e surgimento de uma nova dinâmica de mercado e paradigmas sociais."

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Economia Sustentavel



por Marcus Eduardo de Oliveira*
face Economia sustentável
Uma economia só é sustentável quando respeita os princípios da ecologia.
Foi o mercado que formou o atual e devastador modelo econômico que, por se sustentar numa escala de produção crescente para “satisfazer” níveis de consumo exagerados, dilapida os principais serviços ecossistêmicos, exaurindo recursos ambientais acima da capacidade de regeneração do sistema ecológico.
Mesmo tal nível de consumo não sendo extensivo a todos, visto estar concentrado em poucas mãos, fere substancialmente o patrimônio natural. Os números que conformam esse argumento são ilustrativos: pouco mais de 250 pessoas, com ativos superiores a US$ 1 bilhão cada, têm, juntas, mais do que o produto bruto conjunto dos 40 países mais pobres, onde vivem 600 milhões de pessoas. Os 16% mais ricos do mundo são responsáveis por 78% do total do consumo mundial. E 92 mil pessoas acumulam em paraísos fiscais mais de US$ 20 trilhões. As 500 milhões de pessoas mais ricas do planeta são responsáveis por 50% da emissão de dióxido de carbono, agravando o efeito estufa.
De acordo com o relatório “O Estado do Mundo” (elaborado pelo Worldwatch Institute), em 2008 foram vendidos no mundo 68 milhões de veículos, 85 milhões de refrigeradores, 297 milhões de computadores e 1,2 bilhão de telefones celulares. O consumo da humanidade em bens e serviços saiu de US$ 4,9 trilhões, em 1960 (calculado em dólares de 2008); para US$ 23,9 trilhões (1996), chegando em US$ 30 trilhões (2006) e, em US$ 41 trilhões, em 2012.
O consumo suntuoso, conspícuo, no “idioma economês”, grassa aceleradamente, “consumindo” o capital natural do planeta. Os gastos com cosméticos ao ano -somente nos EUA- chegam à importância de US$ 9 bilhões. A Europa (com 740 milhões de habitantes) gasta com cigarros, também ao ano, mais de US$ 50 bilhões, e mais US$ 105 bilhões são gastos em bebidas alcoólicas.
O gasto mundial anual em armamentos e equipamentos bélicos se aproxima de US$ 900 bilhões, enquanto apenas US$ 9 bilhões (portanto, 1% do que as grandes potências gastam para matar gente inocente) seriam suficientes para levar água e saneamento básico para toda a população mundial.
Esse modelo econômico de elevada produção “alimentado” com exagerado consumo, como dissemos, é destruidor dos serviços ecossistêmicos. Basta atentar para o estrago generalizado nos quatro ecossistemas que fornecem nosso alimento – florestas, pradarias, pesqueiros e terras agrícolas.
Especificamente, nesses dois últimos, a atividade econômica tem se manifestado ao longo do tempo de forma muito invasiva. Das 17 reservas pesqueiras oceânicas conhecidas no mundo, 11 delas possuem taxas de retirada maior do que a capacidade de reposição. Das terras firmes do mundo, quatro bilhões de hectares encontram-se deteriorados. Os últimos 50 anos de atividade econômica respondem pela depredação de 60% dos ecossistemas.
Relacionado a isso, o crescimento populacional e, logo, de suas “necessidades”, se apresentam num ritmo mais acelerado do que a natureza é capaz de suportar. Descontadas as mortes, a cada dia 220 mil novas pessoas nascem no mundo – são 80 milhões ao ano. Nos últimos 112 anos, a população cresceu mais de 350%; passou de 1,5 bilhão, no ano 1.900, para os atuais 7 bilhões. Por isso, de 1980 pra cá, o consumo mundial dos recursos aumentou 50% – a cada ano são extraídas 60 bilhões de toneladas de recursos.
Quando o consumo material excede o nível necessário, o bem-estar consequentemente declina. Talvez isso explique a necessidade de se criar uma nova economia, um novo modelo econômico projetado para a Terra – e não para o mercado -, sendo considerado sustentável, na acepção do termo, somente se praticar o imprescindível respeito aos princípios ecológicos. Para alcançar esse novo estágio de modelo econômico é necessário, antes, mudar o modus operandi do sistema econômico.
É inaceitável mantê-lo da forma como está, criando cada vez mais necessidades fúteis. É assim que esse modelo se sustenta, pouco se importando em satisfazer plenamente as necessidades da população, mas sim em continuar criando novas produções para alimentar um consumismo, em geral, de futilidades, mantendo sempre em nível elevado essas “necessidades”. Para isso, estimula-se em ritmo alucinante a produção econômica, “oferecendo”, como espécie de “recompensa”, à biosfera mais poluição, mais degradação ecológica.
A obsolescência programada (mecanismo para diminuir a vida útil dos produtos forçando assim novas vendas) ocupa considerável espaço nessa dinâmica. Apenas para ilustrar: somente em 2012, a população brasileira descartou (jogou no lixo) 200 milhões de telefones celulares.
Junto à insidiosa indústria da publicidade (o segundo maior orçamento mundial, perdendo apenas para os gastos bélicos) a dinâmica capitalista “surfa” cada vez mais nessa onda consumista. Quem sofre com isso é o planeta que fica arranhado em sua textura principal pelas garras afiadas desse consumo voraz, ainda que restrito para poucas mãos.
Marcus Eduardo de Oliveira é professor de economia. Mestre em Integração da América Latina (USP). Contato: prof.marcuseduardo@bol.com.br.
** Publicado originalmente no site Ideia Sustentável.
(Ideia Sustentável) 

Fonte: http://envolverde.com.br/economia/economia-sustentavel/